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Bolsa brasileira despenca após reeleição de Lula e aciona circuit breaker pela primeira vez desde 2020

Ibovespa encerra pregão com queda de 13,88%, enquanto investidores reagem ao resultado das eleições presidenciais e às incertezas sobre a política econômica.

A Bolsa de Valores brasileira enfrentou uma forte turbulência nesta segunda-feira (26), primeiro dia de negociações após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A B3 acionou o mecanismo de proteção conhecido como circuit breaker logo na abertura do pregão, interrompendo as operações por 30 minutos.

A paralisação ocorreu diante da expectativa de uma queda acentuada do Ibovespa, principal índice do mercado brasileiro de ações. Foi a primeira vez que o mecanismo foi utilizado desde março de 2020, durante a pandemia de Covid-19.

Após a retomada das negociações, o índice chegou a registrar perdas superiores a 17%, refletindo a reação negativa de investidores ao resultado eleitoral.

O movimento foi impulsionado por preocupações relacionadas à política fiscal, ao crescimento da dívida pública e às possíveis decisões econômicas do novo mandato presidencial.

A instabilidade também atingiu o mercado cambial. O dólar apresentou forte valorização diante do real, enquanto investidores buscaram proteção contra as incertezas econômicas.

O circuit breaker é um mecanismo utilizado pela B3 para interromper temporariamente as negociações em momentos de quedas extremas, buscando preservar a estabilidade e o funcionamento do mercado.

Apesar da recuperação parcial ao longo do dia, o Ibovespa encerrou o pregão com desvalorização de 13,88%, aos 176.608 pontos, registrando sua maior queda diária em mais de seis anos.

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