
A Palantir afirmou que nem a empresa nem o governo dos Estados Unidos conseguem desligar remotamente o Maven Smart System, plataforma de inteligência artificial utilizada pela OTAN em operações militares.
A declaração foi feita por Louis Mosley, executivo responsável pelas operações da companhia no Reino Unido e na Europa, em meio às preocupações sobre a dependência europeia de tecnologias americanas.
O Maven utiliza inteligência artificial para processar informações de satélites, radares e outros sensores, auxiliando militares na análise de cenários e na tomada de decisões.
Segundo a Palantir, o sistema não possui um mecanismo de desligamento remoto controlado pelo fornecedor. A empresa afirma que os clientes podem operar a tecnologia de maneira independente.
A discussão ganhou força após relatos de restrições aos serviços de comunicação por satélite Starlink e Starshield utilizados pela Ucrânia.
A OTAN adquiriu o Maven em 2025, e a plataforma alcançou plena capacidade técnica operacional em junho de 2026.
Apesar das garantias, países como Alemanha e França demonstram resistência à adoção nacional da tecnologia, devido a preocupações com soberania e segurança.
A afirmação sobre a impossibilidade de desligamento remoto foi apresentada pela Palantir e não representa uma comprovação técnica independente.



