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WhatsApp é acusado de orientar assistente virtual a não mencionar órgãos reguladores

Instruções encontradas em páginas de ajuda da plataforma levantam questionamentos sobre transparência e atendimento aos usuários.

O WhatsApp, aplicativo de mensagens da Meta, está no centro de uma controvérsia envolvendo orientações destinadas ao seu assistente virtual de atendimento. Segundo informações divulgadas, instruções para evitar referências a órgãos reguladores foram identificadas em aproximadamente 80 páginas de ajuda da plataforma.

Ao todo, teriam sido encontrados 102 trechos com orientações para que o assistente não mencionasse autoridades reguladoras durante determinadas interações com usuários.

O episódio levanta preocupações sobre a transparência no atendimento automatizado e a maneira como sistemas de inteligência artificial são orientados a responder a questionamentos relacionados a direitos e regulamentações.

Após a identificação do conteúdo, o WhatsApp teria removido os 102 trechos das páginas de suporte.

A situação também chama a atenção para os riscos de inserir instruções direcionadas a sistemas automatizados em conteúdos que deveriam servir apenas como material informativo.

Especialistas em cibersegurança alertam que instruções desse tipo podem influenciar respostas de assistentes de IA, dependendo da forma como os sistemas processam informações externas.

O caso reforça o debate sobre transparência, governança de inteligência artificial e responsabilidade das plataformas digitais na comunicação com seus usuários.

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