
O WhatsApp sofreu uma derrota judicial nos Estados Unidos após um tribunal rejeitar seu pedido para punir a NSO Group, fabricante do spyware Pegasus, por supostamente descumprir uma ordem judicial.
A decisão foi proferida em 16 de outubro de 2026. A Justiça considerou que as provas apresentadas pela Meta não foram suficientes para demonstrar que a empresa israelense continuou utilizando o WhatsApp em operações de espionagem.
O processo envolve suspeitas de criação de 23 contas e envio de links maliciosos para usuários do aplicativo, mesmo após uma determinação judicial que proibia determinadas atividades da NSO na plataforma.
A Meta afirmou ter identificado indícios técnicos que relacionavam as atividades à fabricante do Pegasus. Entretanto, optou por não revelar detalhes dos mecanismos de detecção, alegando riscos à segurança de suas investigações.
A Justiça entendeu que as informações apresentadas não atendiam ao padrão de comprovação exigido para caracterizar o descumprimento da ordem.
A decisão não anula a condenação anterior da NSO Group, nem elimina as restrições judiciais já estabelecidas contra a empresa.
O caso evidencia os desafios enfrentados pelas plataformas digitais para comprovar ataques de espionagem sem expor métodos utilizados para identificar ameaças.



