
O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) desenvolveu agentes próprios de inteligência artificial para apoiar atividades relacionadas à análise e processamento de documentos judiciais. A estratégia busca ampliar o uso da tecnologia sem elevar excessivamente os custos associados ao consumo de tokens dos modelos de IA.
Segundo as informações divulgadas, a estrutura já é utilizada em aproximadamente 1.500 processos por dia. Os agentes são direcionados a tarefas específicas, permitindo automatizar etapas repetitivas e organizar informações que precisam ser analisadas durante o fluxo judicial.
A criação de soluções próprias também permite ao Tribunal controlar melhor como e quando os modelos são acionados. Em vez de encaminhar todo o conteúdo para sistemas mais caros, diferentes agentes podem executar funções especializadas e reduzir a quantidade de processamento necessária.
A iniciativa mostra como órgãos públicos começam a desenvolver arquiteturas próprias para tornar o uso de IA generativa mais eficiente e economicamente sustentável. Em aplicações judiciais, porém, a automação funciona como ferramenta de apoio, mantendo decisões e responsabilidades jurídicas sob supervisão humana.



