
O serviço de inteligência doméstica do Reino Unido, MI5, afirmou que mais de 100 acadêmicos participaram de pesquisas que teriam recebido financiamento ligado ao Ministério da Segurança do Estado da China (MSS).
Segundo o alerta britânico, os recursos teriam sido direcionados por meio do China Global Technology Research Institute (CGTRI), organização apontada pelas autoridades como uma estrutura intermediária utilizada para financiar projetos e estabelecer relações com pesquisadores.
A preocupação das autoridades está relacionada ao possível acesso a conhecimento científico e tecnologias sensíveis desenvolvidos em universidades. O caso também chama atenção para parcerias internacionais nas quais pesquisadores podem não conhecer completamente a origem do financiamento ou as organizações envolvidas.
As informações fazem parte das preocupações crescentes do Reino Unido com atividades de inteligência direcionadas ao setor acadêmico. As alegações representam a avaliação das autoridades britânicas sobre a ligação do CGTRI com o governo chinês e não significam, por si só, que os mais de 100 pesquisadores tenham participado conscientemente de atividades de espionagem.



