
A Justiça Eleitoral utilizará conexão via satélite baseada na infraestrutura da Starlink para transmitir dados das Eleições 2026 em regiões remotas do Brasil. A operação poderá contar com até 1.113 terminais, destinados a localidades onde a infraestrutura tradicional de telecomunicações é limitada ou inexistente.
A contratação foi feita pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com a Hughes Telecomunicações do Brasil, vencedora da licitação para fornecer a solução de comunicação. A empresa utilizará a infraestrutura de satélites da Starlink. Os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) ficarão responsáveis por definir os pontos onde os equipamentos serão empregados.
É importante diferenciar a transmissão dos dados do funcionamento das urnas. A conexão Starlink não será utilizada para registrar votos, controlar urnas ou realizar a totalização. Após o encerramento da votação, os arquivos gerados pelas urnas e assinados digitalmente poderão ser transmitidos pelo sistema da Justiça Eleitoral. No Maranhão, por exemplo, o TSE confirmou o uso de antenas Starlink Mini e notebooks em áreas remotas para enviar os Boletins de Urna.
O objetivo é acelerar a chegada das informações de comunidades isoladas, evitando em determinadas situações o transporte físico das mídias até um ponto com conectividade. O primeiro turno das Eleições 2026 acontece em 4 de outubro, enquanto um eventual segundo turno será realizado em 25 de outubro.



