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Anatel defende franquias de internet e rejeita liberação irrestrita de dados durante as eleições

Agência afirmou ao STF que suspender os limites de consumo poderia sobrecarregar as redes móveis. Cristiano Zanin decidiu liberar gratuitamente apenas os serviços oficiais da Justiça Eleitoral.

A Anatel defendeu no Supremo Tribunal Federal (STF) a manutenção das franquias de dados móveis e pediu a rejeição da proposta de liberar de forma irrestrita a internet após o esgotamento dos pacotes durante as eleições de 2026. A manifestação foi apresentada na ADPF 1.355, relatada pelo ministro Cristiano Zanin.

Segundo a agência, retirar temporariamente os limites poderia provocar picos de tráfego, congestionamento e degradação das redes móveis, especialmente em regiões próximas aos locais de votação. A Anatel também sustentou que as franquias são permitidas pela regulamentação atual.

A ação, apresentada pelo Partido Verde (PV) e pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), buscava garantir uma conexão mínima aos usuários que esgotassem seus dados nas 72 horas anteriores e nas 24 horas posteriores a cada turno. As entidades argumentaram que o modelo atual pode restringir o acesso à informação de usuários de planos pré-pagos.

Após analisar as manifestações, Zanin concedeu parcialmente o pedido. Em vez de liberar toda a internet móvel, determinou que usuários com a franquia esgotada possam acessar gratuitamente sites e aplicativos oficiais da Justiça Eleitoral, incluindo o e-Título, durante as 72 horas anteriores e as 24 horas posteriores a cada turno.

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