
Uma das maiores infraestruturas conhecidas para abastecer golpes digitais em escala industrial acaba de sofrer um duro golpe das autoridades americanas.
Os Estados Unidos anunciaram uma operação contra a Xinbi Guarantee, marketplace clandestino que funcionava principalmente através de canais no Telegram e conectava operadores de centros de golpes a fornecedores de serviços necessários para executar fraudes.
A ação envolveu o bloqueio de aproximadamente:
US$ 52,8 milhões em criptomoedas.
Além disso, canais utilizados pela Xinbi no Telegram foram retirados do ar e nomes de usuário associados à operação também desapareceram da plataforma.
Mas a dimensão da história vai muito além dos US$ 52,8 milhões.
Segundo a empresa de inteligência blockchain Elliptic, a Xinbi e seus comerciantes processaram pelo menos:
US$ 24 bilhões em transações desde 2022.
Separadamente, a estrutura Xinbi Pay teria recebido outros bilhões de dólares.
A manchete exige uma correção importante
Dizer simplesmente que o Departamento de Justiça:
“apreendeu US$ 52,8 milhões”
não descreve com precisão toda a operação.
O DOJ informou que dois wallets utilizados pela própria Xinbi para pagamentos a fornecedores foram apreendidos e continham aproximadamente:
US$ 12 milhões.
As autoridades também buscaram restringir dezenas de outros wallets associados à rede e aos vendedores.
A Elliptic, que colaborou com o Serviço Secreto americano, contabilizou ao todo:
US$ 52,8 milhões em USDT congelados em 52 wallets.
Portanto, a formulação mais precisa é:
aproximadamente US$ 52,8 milhões em criptoativos ligados à Xinbi e sua rede foram bloqueados ou restringidos durante a operação.
O que era a Xinbi Guarantee?
A Xinbi funcionava como uma espécie de:
marketplace B2B para criminosos.
Ela não era simplesmente um grupo onde golpistas conversavam.
Fornecedores anunciavam produtos e serviços específicos para pessoas responsáveis por operar esquemas fraudulentos.
Entre as ofertas descritas pelas autoridades estavam:
criação de sites falsos de investimento;
lavagem de criptomoedas;
infraestrutura tecnológica;
serviços financeiros clandestinos;
dados;
recrutamento de pessoas para trabalhar em centros de golpes.
Era praticamente uma:
cadeia de suprimentos do cibercrime.
Um golpista não precisava construir toda a operação
Essa é uma das características mais preocupantes do modelo.
Imagine alguém querendo executar um grande golpe de investimento.
Ele precisaria:
criar site;
conseguir infraestrutura;
encontrar vítimas;
movimentar dinheiro;
lavar recursos;
converter moedas;
organizar operadores.
Em mercados como Xinbi, partes desse processo podiam ser:
compradas como serviço.
O criminoso terceiriza etapas.
É semelhante à lógica legítima de serviços empresariais — mas aplicada ao crime.
A própria Xinbi funcionava como intermediária
O nome “Guarantee” não era por acaso.
Segundo as autoridades americanas, a plataforma mantinha dinheiro sob sua custódia enquanto o fornecedor realizava determinado serviço.
Depois da conclusão:
o pagamento era liberado.
É uma lógica semelhante a:
escrow.
Isso cria confiança entre duas partes que, ironicamente, estão envolvidas em atividades criminosas e não necessariamente confiam uma na outra.
O marketplace funcionava principalmente em chinês
A Xinbi operava dentro do Telegram e seus canais eram predominantemente:
em língua chinesa.
Segundo as autoridades, seus serviços estavam ligados principalmente ao ecossistema de centros de golpes que se expandiu pelo:
Sudeste Asiático.
Esses complexos ganharam enorme atenção internacional por combinar:
fraude online;
crime organizado;
lavagem de dinheiro;
tráfico de pessoas;
trabalho forçado.
“Pig butchering” está no centro desse ecossistema
Uma das modalidades associadas a essas estruturas é conhecida como:
pig butchering.
O nome vem da ideia criminosa de “engordar” a vítima antes de retirar seu dinheiro.
O golpe pode começar de forma aparentemente inocente.
Uma mensagem.
Um contato em rede social.
Um aplicativo de relacionamento.
Uma conversa.
A pessoa do outro lado constrói:
confiança.
Isso pode levar semanas ou meses.
Depois aparece uma oportunidade de investimento
A vítima é incentivada a investir em:
criptomoedas;
forex;
ações;
plataformas financeiras falsas.
No começo, o site pode mostrar:
lucro.
Às vezes a vítima consegue até retirar uma pequena quantia.
Isso aumenta a confiança.
Então ela investe:
mais.
E mais.
Até colocar:
economias;
aposentadoria;
empréstimos;
dinheiro da família.
Quando tenta sacar uma quantia grande:
descobre que o dinheiro não existe mais.
A Xinbi ajudava quem executava esses golpes
Segundo o DOJ, vendedores no marketplace ofereciam inclusive:
sites personalizados de investimento fraudulento.
Isso é importante porque a aparência profissional é uma parte fundamental do golpe.
A vítima pode acessar uma plataforma com:
gráficos;
saldo;
rentabilidade;
painel;
histórico;
interface sofisticada.
Tudo parece:
real.
Mas os números apresentados podem ser apenas parte da fraude.
Existiam também serviços de lavagem
Depois de roubar dinheiro, surge outro problema para o criminoso:
como movimentá-lo sem ser identificado?
A Xinbi possuía vendedores oferecendo serviços para:
lavar;
converter;
transferir;
ocultar
recursos obtidos através das fraudes.
O DOJ afirma ter rastreado dinheiro pertencente a vítimas americanas até vendedores específicos que anunciavam esse tipo de serviço dentro dos canais.
Blockchain não significa anonimato perfeito
Esse caso demonstra novamente uma característica interessante das criptomoedas.
Uma transação pode não trazer diretamente:
nome;
CPF;
endereço.
Mas blockchains públicas mantêm um registro extremamente detalhado de:
movimentações.
Empresas especializadas conseguem analisar:
endereços;
fluxos;
clusters;
exchanges;
pontes;
stablecoins.
Com informações adicionais obtidas durante investigações, autoridades conseguem reconstruir caminhos financeiros complexos.
A Elliptic teve papel importante
A empresa de inteligência blockchain Elliptic vinha acompanhando a infraestrutura financeira da Xinbi havia anos.
Segundo a companhia, sua inteligência ajudou o Serviço Secreto dos Estados Unidos a identificar os wallets envolvidos na operação.
O resultado foi o congelamento de:
US$ 52,8 milhões em criptoativos.
Os ativos estavam denominados em:
USDT.
E isso mostra uma característica extremamente importante do USDT
USDT é uma stablecoin emitida pela Tether.
Seu objetivo é manter valor próximo de:
US$ 1.
Diferentemente de algumas criptomoedas totalmente descentralizadas, o emissor possui mecanismos que permitem:
bloquear determinados endereços.
Quando isso acontece, os tokens presentes nesses wallets podem ficar impossibilitados de serem movimentados normalmente.
Foi justamente essa característica que ajudou as autoridades.
Xinbi percebeu imediatamente o problema
Após o congelamento, a Xinbi teria criticado publicamente a medida e anunciado que compensaria clientes afetados.
Mais interessante:
a organização indicou intenção de migrar parte de suas operações para:
USDD.
A razão é evidente.
USDD não possui exatamente o mesmo mecanismo centralizado de congelamento existente no USDT.
Criminosos estão aprendendo com apreensões anteriores
Essa dinâmica cria uma espécie de:
corrida armamentista financeira.
Autoridades aprendem a:
rastrear;
congelar;
apreender.
Criminosos aprendem a:
trocar ativos;
usar bridges;
fragmentar recursos;
utilizar moedas diferentes;
mudar infraestrutura.
Cada grande operação modifica o comportamento do mercado clandestino.
Mas trocar de criptomoeda não elimina o problema
Mesmo ativos mais difíceis de congelar continuam deixando:
rastros.
Além disso, criminosos eventualmente precisam:
comprar;
vender;
converter;
pagar;
movimentar.
Em algum ponto, podem entrar em contato com:
exchanges;
serviços financeiros;
infraestrutura regulada.
É nesse momento que investigadores tentam conectar:
blockchain
a:
identidades reais.
O Departamento do Tesouro também entrou na operação
Enquanto o Departamento de Justiça atuava sobre canais e fundos, o Office of Foreign Assets Control — OFAC — tomou outra medida.
A Xinbi foi designada como:
organização criminosa transnacional significativa.
Essa classificação produz consequências financeiras importantes.
Ativos e interesses da entidade sob jurisdição americana passam a ser:
bloqueados.
Pessoas e empresas americanas também enfrentam restrições para realizar transações com entidades sancionadas.
Outras duas entidades foram atingidas
O Tesouro americano também sancionou duas organizações acusadas de fornecer apoio material, financeiro ou tecnológico à Xinbi.
A estratégia mostra que os Estados Unidos não querem atingir apenas:
o marketplace.
Querem atacar:
o ecossistema que permite sua operação.
Os canais no Telegram também foram atingidos
Em 7 de setembro, um tribunal federal no Distrito de Columbia autorizou a apreensão dos canais do Telegram utilizados para hospedar o marketplace.
Pouco depois da operação, o canal central da Xinbi deixou de estar disponível.
Diversos usernames associados também foram:
banidos.
Isso ataca outra peça fundamental:
a comunicação.
Derrubar o canal pode ser tão importante quanto congelar dinheiro
Um marketplace depende de:
compradores;
vendedores;
reputação;
comunicação;
liquidez.
Se você remove:
o canal;
os usernames;
os wallets;
a capacidade de pagamento,
a operação perde vários elementos ao mesmo tempo.
É muito mais difícil reconstruir uma comunidade criminosa de bilhões de dólares do que simplesmente:
abrir outro grupo.
Mas Telegram já havia derrubado canais da Xinbi anteriormente
Essa não foi a primeira interrupção.
Em 2025, depois de investigações públicas sobre mercados ilícitos, milhares de canais associados a ecossistemas como Xinbi e Huione foram removidos.
Mesmo assim:
a Xinbi voltou a crescer.
Isso demonstra um problema conhecido no combate ao cibercrime:
derrubar infraestrutura não significa destruir a organização.
É o efeito “hidra”
Fecha um domínio.
Aparece outro.
Bloqueia um canal.
Cria outro.
Congela uma carteira.
Migra para outra.
Prende um operador.
Outro assume.
Por isso, operações modernas tentam atingir simultaneamente:
dinheiro;
infraestrutura;
comunicação;
pessoas;
empresas;
facilitadores.
Xinbi movimentou uma quantidade gigantesca de dinheiro
Segundo a Elliptic, desde aproximadamente 2022, Xinbi Guarantee e seus comerciantes processaram pelo menos:
US$ 24 bilhões em transações.
Isso coloca a plataforma entre os maiores mercados ilícitos online já documentados pela empresa.
A Elliptic a descreve como:
o segundo maior marketplace ilícito online de todos os tempos por volume rastreado.
Essa classificação deve ser interpretada dentro da metodologia da empresa e não como um ranking universal de todo o crime digital existente.
US$ 24 bilhões não significam US$ 24 bilhões roubados
Essa distinção é fundamental.
Volume transacionado não é:
prejuízo das vítimas.
Os mesmos fundos podem circular várias vezes.
Existem pagamentos entre vendedores.
Conversões.
Movimentações internas.
Lavagem.
Transferências.
Portanto, não seria correto afirmar que:
“Xinbi roubou US$ 24 bilhões.”
O número representa o volume de transações associado ao marketplace e seus comerciantes rastreado pela empresa de análise blockchain.
A infraestrutura também foi associada a atores extremamente perigosos
O Departamento do Tesouro afirmou que a plataforma teria sido utilizada por:
hackers norte-coreanos
e:
entidades anteriormente sancionadas pelos Estados Unidos.
Entre elas estão organizações relacionadas a grandes redes criminosas que operam centros de golpes no Sudeste Asiático.
Isso mostra como esses mercados funcionam como:
infraestrutura compartilhada.
O mesmo serviço pode atender diferentes tipos de criminosos
Um fornecedor de lavagem de dinheiro não precisa se importar se o dinheiro veio de:
romance scam;
ransomware;
fraude de investimento;
roubo de criptomoedas.
Ele vende:
lavagem.
Da mesma forma, alguém que vende:
dados;
contas;
infraestrutura;
sites;
SIM cards
pode atender vários grupos.
É isso que transforma marketplaces criminosos em multiplicadores de capacidade.
O crime digital virou indústria
Talvez essa seja a principal lição da Xinbi.
Existe uma visão antiga do hacker como:
uma pessoa;
um computador;
um quarto escuro.
A realidade atual pode ser completamente diferente.
Existem:
desenvolvedores;
vendedores;
lavadores;
recrutadores;
operadores;
especialistas em infraestrutura;
intermediários financeiros.
É uma:
economia clandestina profissionalizada.
E existe uma face humana muito mais sombria
Os centros de golpes do Sudeste Asiático não são compostos apenas por criminosos voluntários.
Diversas investigações internacionais documentaram pessoas:
enganadas por falsas ofertas de emprego;
transportadas para outros países;
mantidas em complexos;
ameaçadas;
agredidas;
forçadas a aplicar golpes.
Por isso, o DOJ cita também:
tráfico humano.
A Xinbi possuía anúncios relacionados ao recrutamento
Segundo as autoridades americanas, vendedores dentro do marketplace chegavam a solicitar pessoas para trabalhar nesses centros de fraude.
Isso conecta:
crime digital
a:
exploração física de seres humanos.
O golpe que aparece na tela de um smartphone pode começar em um complexo onde alguém está sendo obrigado a:
enganar vítimas do outro lado do planeta.
A operação americana chegou também a Madagascar
Enquanto Xinbi era atingida financeiramente e digitalmente, a Scam Center Strike Force americana enviou uma equipe para:
Madagascar.
O objetivo foi auxiliar autoridades locais em ações contra:
13 complexos de golpes administrados por chineses, segundo o DOJ.
Isso mostra que o fenômeno está se expandindo para além dos polos já conhecidos do Sudeste Asiático.
A geografia do cibercrime está mudando
Durante muito tempo, centros de fraude ganharam notoriedade em países como:
Camboja;
Myanmar;
Laos.
Com aumento da pressão policial e política, organizações podem procurar:
novas jurisdições.
África aparece cada vez mais nesse mapa.
A resposta das autoridades também está se tornando:
internacional.
O Scam Center Strike Force já bloqueou quase US$ 1 bilhão
Segundo o Departamento de Justiça, depois desta operação, o total de ativos restringidos pela força-tarefa chegou a aproximadamente:
US$ 938 milhões.
É um número impressionante.
E demonstra uma mudança de estratégia.
Em vez de apenas prender operadores:
siga o dinheiro.
Porque dinheiro é o combustível da operação
Centros de golpes precisam pagar:
infraestrutura;
funcionários;
propina;
lavadores;
servidores;
domínios;
telecomunicações;
recrutadores.
Se autoridades conseguem tornar movimentação financeira:
mais cara;
mais arriscada;
mais lenta,
reduzem a capacidade operacional.
Stablecoins viraram peça central dessa guerra
Criptomoedas como USDT oferecem características úteis para operações internacionais:
transferências rápidas;
liquidação 24 horas;
alcance global;
facilidade de movimentação.
Essas mesmas características são úteis para:
empresas legítimas
e:
organizações criminosas.
É por isso que stablecoins aparecem com frequência crescente em grandes investigações financeiras.
Mas o caso também derruba um mito
Criptomoeda não significa:
dinheiro impossível de rastrear.
Na realidade, uma blockchain pública pode fornecer um histórico permanente de movimentações.
O desafio é identificar:
quem controla cada endereço.
Quando investigadores conseguem fazer essa ligação, anos de transações podem se transformar em:
evidência.
A Xinbi mostra como o cibercrime está se tornando uma cadeia de serviços
Hoje um criminoso não precisa necessariamente:
programar malware;
criar site;
roubar dados;
lavar dinheiro;
enganar vítimas.
Ele pode:
comprar cada etapa.
Esse modelo reduz a barreira de entrada.
E permite que operações cresçam muito mais rapidamente.
É a mesma lógica que transformou a tecnologia legítima com:
Software as a Service.
No crime, surgiram equivalentes como:
Phishing-as-a-Service;
Ransomware-as-a-Service;
Malware-as-a-Service.
Xinbi funcionava como uma espécie de:
Scam Infrastructure-as-a-Service.
O combate também precisa virar plataforma
Para enfrentar esse modelo, autoridades precisam integrar:
inteligência blockchain;
bancos;
exchanges;
stablecoin issuers;
empresas de tecnologia;
plataformas de mensagens;
polícias internacionais;
serviços de inteligência.
Nenhuma dessas peças isoladamente consegue resolver o problema.
A operação contra Xinbi mostra exatamente essa abordagem.
O golpe mais sofisticado ainda depende de infraestrutura
Uma fraude pode começar com uma simples mensagem:
“Oi, acho que salvei seu número errado.”
Mas por trás dela podem existir:
centros de operação;
scripts;
sites;
criptomoedas;
empresas de fachada;
contas;
lavadores;
marketplaces clandestinos.
A vítima vê:
uma conversa.
Investigadores precisam enxergar:
a cadeia inteira.
US$ 52,8 milhões são apenas uma pequena parte do tamanho do ecossistema
Quando comparados aos pelo menos US$ 24 bilhões em transações associadas ao marketplace desde 2022, os US$ 52,8 milhões bloqueados representam uma fração do volume.
Mas a importância da operação não está apenas:
no dinheiro.
Ela atingiu simultaneamente:
fundos;
canais;
identidades digitais;
facilitadores;
estrutura financeira.
E colocou a Xinbi formalmente sob:
sanções americanas.
O maior teste começa agora
A pergunta é:
a Xinbi acabou?
Ainda é cedo para afirmar.
Grandes mercados criminosos podem:
migrar;
se fragmentar;
trocar de plataforma;
mudar de stablecoin;
adotar novos nomes.
A própria Xinbi já demonstrou capacidade de recuperação depois de interrupções anteriores.
Portanto, seria precipitado declarar:
o fim definitivo da rede.
Mas reconstruir ficou muito mais difícil
Uma operação que movimentou bilhões precisa de:
confiança.
Fornecedores precisam acreditar que receberão.
Clientes precisam acreditar que o escrow funcionará.
Lavadores precisam acreditar que seus wallets não serão congelados.
Quando US$ 52,8 milhões ficam presos e o canal principal desaparece:
essa confiança é destruída.
E confiança é justamente o produto que um marketplace chamado:
Guarantee
precisa vender.
O caso Xinbi mostra onde a guerra contra golpes digitais está acontecendo
Não apenas nos computadores das vítimas.
Mas também:
nas blockchains;
nas stablecoins;
nos aplicativos de mensagem;
nos tribunais;
nos centros de fraude;
nas redes internacionais de lavagem.
A operação americana demonstra que o combate ao cibercrime está se movendo para uma estratégia muito mais ampla:
derrubar a infraestrutura econômica que torna o golpe lucrativo.
Porque prender um golpista pode interromper:
um golpe.
Derrubar o marketplace que fornece tecnologia, lavagem de dinheiro e infraestrutura para milhares deles pode atingir:
uma indústria inteira.



