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G7 faz alerta global: empresas devem iniciar agora a transição para criptografia pós-quântica

Grupo de cibersegurança das maiores economias desenvolvidas afirma que organizações públicas e privadas não devem esperar a chegada de computadores quânticos capazes de quebrar a criptografia atual. Estratégia inclui mapear sistemas criptográficos, priorizar dados sensíveis, cobrar fornecedores e adotar algoritmos resistentes a ataques quânticos.

A computação quântica ainda não consegue quebrar em escala os principais mecanismos criptográficos que sustentam a internet moderna.

Mas esperar que isso aconteça para começar a reagir pode ser tarde demais.

Esse é o centro de um novo alerta internacional divulgado pelo Grupo de Trabalho de Cibersegurança do G7, que pediu a governos e organizações privadas que iniciem desde já a preparação para a migração à criptografia pós-quântica, conhecida pela sigla PQC.

O documento, publicado em 3 de setembro de 2026, amplia uma iniciativa apresentada pelo grupo em junho e transforma a ameaça quântica em uma questão de estratégia empresarial.

A mensagem é clara:

a transição precisa começar antes de existir um computador quântico capaz de quebrar a criptografia utilizada atualmente.

O alerta é verdadeiro — e é mais amplo do que o setor financeiro

A informação divulgada pelo CyberSecBrazil está correta, mas existe uma distinção importante.

Em janeiro de 2026, o G7 Cyber Expert Group, ligado às autoridades financeiras do grupo, já havia publicado um roteiro específico para a migração pós-quântica do setor financeiro.

Agora, o novo chamado do G7 Cybersecurity Working Group é mais abrangente.

Ele trata do risco para organizações públicas e privadas em diferentes setores.

Portanto, não estamos falando apenas de bancos.

Telecomunicações, governos, indústria, saúde, tecnologia, infraestrutura crítica, provedores de nuvem e empresas que armazenam informações sensíveis de longa duração também precisam se preparar.

O problema começa com a criptografia de chave pública

Grande parte da segurança digital moderna depende de criptografia.

Ela protege conexões.

Autentica servidores.

Assina programas.

Protege transações.

Permite comunicação segura.

Ajuda a verificar identidades.

E mantém informações confidenciais protegidas.

Entre os mecanismos mais importantes estão algoritmos de criptografia de chave pública como RSA e criptografia baseada em curvas elípticas — ECC.

Eles são extremamente difíceis de quebrar utilizando computadores clássicos suficientemente bem implementados.

O problema é que um computador quântico suficientemente poderoso mudaria essa equação.

Algoritmo de Shor ameaça RSA e ECC

O risco está associado principalmente ao chamado algoritmo de Shor.

Em um computador quântico grande, estável e tolerante a falhas, ele poderia resolver determinados problemas matemáticos de maneira dramaticamente mais eficiente do que computadores tradicionais.

Esses problemas matemáticos são justamente a base da segurança de importantes sistemas de criptografia assimétrica.

Se surgir um CRQC — Cryptographically Relevant Quantum Computer, ou computador quântico criptograficamente relevante, mecanismos amplamente utilizados atualmente poderão deixar de oferecer o nível de segurança esperado.

Isso não significa que RSA foi quebrado hoje

Esse ponto é fundamental.

Não existe evidência de que computadores quânticos atuais consigam quebrar RSA-2048 ou os principais sistemas modernos de criptografia pública em escala operacional.

Computadores quânticos ainda enfrentam enormes desafios relacionados a:

erros;

coerência;

quantidade de qubits;

correção de erros;

controle;

estabilidade;

e escalabilidade.

O alerta do G7 é preventivo.

Não é anúncio de que a criptografia da internet já foi quebrada.

Então por que tanta urgência?

Porque substituir criptografia em grandes organizações pode levar anos.

Imagine um banco internacional.

Ele pode possuir criptografia embutida em:

aplicativos;

servidores;

APIs;

ATMs;

HSMs;

certificados;

VPNs;

mainframes;

bancos de dados;

aplicações antigas;

sistemas de pagamento;

dispositivos móveis;

equipamentos de rede;

backups;

softwares de terceiros;

e integrações com milhares de parceiros.

Descobrir onde cada algoritmo está sendo utilizado já é um projeto enorme.

Substituí-lo com segurança é ainda mais difícil.

Existe ainda o risco “Harvest Now, Decrypt Later”

Esse talvez seja o argumento mais importante para começar agora.

Criminosos e serviços de inteligência não precisam esperar um computador quântico existir para iniciar um ataque.

Eles podem roubar informações criptografadas hoje.

Armazená-las durante anos.

E tentar descriptografá-las no futuro.

A estratégia é conhecida como:

Harvest Now, Decrypt Later — HNDL.

Ou:

“colete agora, descriptografe depois”.

Dados roubados hoje podem continuar valiosos daqui a dez anos

Imagine informações envolvendo:

segredos industriais;

propriedade intelectual;

pesquisas científicas;

documentos militares;

informações diplomáticas;

dados financeiros;

dados médicos;

infraestrutura crítica;

ou projetos estratégicos.

Mesmo que estejam criptografados hoje, alguns desses dados continuarão sensíveis durante décadas.

Um atacante pode não conseguir lê-los agora.

Mas pode simplesmente armazená-los.

Se a computação quântica atingir capacidade suficiente no futuro, informações capturadas em 2026 poderiam ser descriptografadas anos depois.

É por isso que a ameaça quântica, paradoxalmente, já existe antes do computador capaz de concretizá-la.

O G7 quer que empresas façam um inventário criptográfico

A primeira recomendação prática é uma das mais importantes:

descobrir onde a criptografia está sendo utilizada.

Parece simples.

Para grandes empresas, não é.

Uma organização pode ter milhares de aplicações desenvolvidas durante décadas.

Algumas utilizam bibliotecas modernas.

Outras dependem de código antigo.

Existem sistemas comprados de terceiros.

Equipamentos embarcados.

Certificados.

Protocolos.

APIs.

Aplicações na nuvem.

Sistemas legados que ninguém quer alterar porque continuam funcionando.

A empresa precisa construir aquilo que especialistas frequentemente chamam de inventário criptográfico.

Não basta procurar “RSA” no código

O trabalho precisa mapear dependências.

Por exemplo:

qual sistema utiliza determinado certificado?

Qual biblioteca implementa o algoritmo?

Quem fornece essa biblioteca?

Qual equipamento depende dela?

Existe versão compatível com PQC?

Qual parceiro precisa mudar primeiro?

O hardware suporta os novos algoritmos?

Qual informação precisa permanecer confidencial durante mais tempo?

É uma cadeia.

Alterar uma ponta pode quebrar outra.

Sistemas críticos precisam entrar primeiro na fila

O G7 recomenda uma abordagem baseada em risco.

Isso significa que empresas não precisam substituir toda sua criptografia amanhã.

Precisam descobrir o que precisa ser protegido primeiro.

Dados com longa vida útil merecem atenção especial.

O mesmo vale para sistemas que possuem impacto elevado caso sejam comprometidos.

Infraestrutura crítica.

Identidade.

Certificados.

Assinaturas digitais.

Comunicações confidenciais.

Serviços financeiros.

Segredos comerciais.

A migração será gradual

A expectativa não é apertar um botão e converter toda a organização para PQC.

A transição deverá acontecer em etapas.

Durante determinado período, sistemas tradicionais e pós-quânticos provavelmente coexistirão.

Existem inclusive arquiteturas híbridas, combinando mecanismos clássicos com algoritmos pós-quânticos.

A ideia é reduzir o risco da transição sem abandonar abruptamente tecnologias maduras.

O que é criptografia pós-quântica?

PQC não significa necessariamente criptografia executada em um computador quântico.

Essa confusão é comum.

Os algoritmos pós-quânticos podem ser executados em computadores tradicionais.

A diferença está nos problemas matemáticos utilizados para oferecer segurança.

Eles são desenvolvidos para resistir tanto aos ataques conhecidos utilizando computadores clássicos quanto aos ataques esperados de computadores quânticos.

NIST já padronizou os primeiros algoritmos

A migração deixou de ser apenas pesquisa acadêmica.

O Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia dos Estados Unidos, o NIST, publicou em 2024 seus primeiros padrões de criptografia pós-quântica.

Entre eles estão:

ML-KEM, para estabelecimento de chaves;

ML-DSA, para assinaturas digitais;

e SLH-DSA, também destinado a assinaturas.

Esses padrões criaram uma base concreta para fabricantes, desenvolvedores e organizações iniciarem implementações.

ML-KEM substitui uma peça fundamental da segurança

ML-KEM é utilizado para estabelecer segredos compartilhados entre sistemas.

Esse processo é fundamental em comunicações seguras.

Já ML-DSA e SLH-DSA tratam de outro problema:

assinaturas digitais.

Elas ajudam a comprovar autenticidade e integridade.

Não basta esconder uma mensagem.

Também precisamos saber:

quem a enviou?

O conteúdo foi alterado?

O software veio realmente do fabricante?

O certificado é legítimo?

Computadores quânticos ameaçam mais do que confidencialidade

Esse é outro ponto enfatizado pelo G7.

Quando se fala em computador quântico quebrando criptografia, muita gente imagina apenas alguém lendo mensagens secretas.

O problema pode ser maior.

A criptografia também sustenta identidade e confiança digital.

Se mecanismos de assinatura forem comprometidos, um atacante poderá potencialmente tentar:

personificar entidades;

falsificar dados;

comprometer equipamentos;

forjar informações confiáveis;

ou atacar mecanismos de autenticação.

Isso ameaça a própria arquitetura de confiança da internet.

Imagine uma atualização de software falsificada

Um computador recebe uma atualização.

Antes de instalá-la, verifica uma assinatura digital.

Essa assinatura serve para confirmar que o pacote realmente veio do fabricante e não foi alterado.

Agora imagine um futuro em que um atacante consiga quebrar o mecanismo criptográfico utilizado nessa assinatura.

O problema deixa de ser simplesmente:

“alguém leu meus dados”.

Pode passar a ser:

“não consigo mais provar quem realmente produziu aquele software”.

Cadeia de suprimentos está no centro da migração

O G7 destaca explicitamente fornecedores.

Uma empresa pode preparar toda a sua infraestrutura e continuar vulnerável porque depende de um fornecedor que não fez o mesmo.

Isso vale para:

softwares;

cloud;

firewalls;

VPNs;

roteadores;

bibliotecas;

certificados;

hardware;

sistemas industriais;

SaaS;

ERPs;

e plataformas de identidade.

A transição pós-quântica será também uma gigantesca transformação da cadeia de suprimentos tecnológica.

Compras realizadas hoje podem virar problema amanhã

Essa é uma das recomendações mais interessantes para empresas.

Ao adquirir um equipamento ou software em 2026, organizações deveriam começar a perguntar:

esse produto possui roadmap para criptografia pós-quântica?

Imagine comprar agora um equipamento industrial que ficará em operação até 2041.

Se ele utiliza algoritmos criptográficos impossíveis de substituir, poderá criar um enorme problema no futuro.

Por isso, decisões de compra tomadas hoje podem determinar a capacidade de migração daqui a uma década.

G7 recomenda aproveitar ciclos normais de renovação

Existe também uma questão financeira.

Substituir tudo de uma vez seria extremamente caro.

Por isso, o grupo recomenda incorporar PQC aos ciclos normais de renovação tecnológica.

Se um servidor será substituído em 2027, o sucessor já pode ser escolhido pensando em compatibilidade pós-quântica.

Se uma VPN será renovada em 2028, PQC pode entrar nos requisitos.

Se contratos com fornecedores serão renegociados, suporte a algoritmos pós-quânticos pode entrar nas cláusulas técnicas.

Quanto mais cedo a empresa começar, menor pode ser o custo da transição.

Esperar pode tornar tudo mais caro

Imagine uma organização que ignore o problema durante oito anos.

Depois uma autoridade nacional determina que determinados sistemas precisam migrar em dois anos.

A empresa terá de:

inventariar;

testar;

comprar;

substituir;

negociar;

integrar;

homologar;

e migrar

simultaneamente.

O custo explode.

O risco de erro também.

Começar cedo permite distribuir investimento e trabalho durante vários ciclos tecnológicos.

Criptografia ágil será tão importante quanto PQC

Existe um conceito fundamental nessa transformação:

crypto-agility — agilidade criptográfica.

A ideia é construir sistemas capazes de trocar algoritmos criptográficos sem precisar reconstruir toda a aplicação.

Hoje muitas empresas possuem algoritmos profundamente incorporados ao código.

Trocar RSA, por exemplo, pode exigir alterações em vários componentes.

Um sistema crypto-agile trata criptografia como algo substituível.

Isso prepara a empresa não apenas para computadores quânticos, mas para futuras vulnerabilidades.

PQC não deve ser instalada de qualquer maneira

O G7 também alerta para um paradoxo.

Uma migração mal planejada pode criar novas vulnerabilidades convencionais.

Um algoritmo pós-quântico pode ser matematicamente seguro e ainda assim ser implementado de maneira insegura.

Software pode conter bugs.

Chaves podem ser mal armazenadas.

Integrações podem falhar.

Configurações podem estar erradas.

Ataques de canal lateral podem surgir.

Portanto:

pós-quântico não significa automaticamente seguro.

Empresas não devem criar sua própria criptografia

A recomendação continua sendo utilizar padrões amplamente avaliados e implementações confiáveis.

Criar algoritmos proprietários porque parecem “mais quânticos” ou “mais seguros” pode produzir exatamente o efeito contrário.

Criptografia precisa de análise pública, revisão acadêmica, testes e padronização.

A maturidade dos padrões será fundamental durante a migração.

Bancos já receberam um roteiro específico

O setor financeiro recebeu atenção especial do G7 antes do chamado mais amplo de setembro.

Em janeiro de 2026, o G7 Cyber Expert Group publicou um roteiro coordenado para a transição pós-quântica no sistema financeiro.

O documento foi desenvolvido com participação de autoridades dos países do G7 e da União Europeia.

O objetivo é evitar que bancos, mercados, sistemas de pagamento e fornecedores migrem de maneira descoordenada.

Uma falha nesse setor poderia ter consequências sistêmicas.

Mas o roteiro financeiro não é uma nova obrigação regulatória

Existe aqui uma precisão importante.

O documento de janeiro afirma explicitamente que suas orientações não estabelecem novas expectativas regulatórias.

Ele funciona como roteiro.

Cada país continua responsável por suas próprias regras e cronogramas.

Da mesma forma, o chamado mais amplo do G7 não significa que todas as empresas receberam uma obrigação legal global com uma única data-limite.

Cada país terá seu próprio calendário

O próprio G7 recomenda que organizações observem os cronogramas estabelecidos pelas respectivas autoridades nacionais de cibersegurança.

Isso significa que empresas multinacionais poderão enfrentar diferentes calendários.

Estados Unidos.

Canadá.

Reino Unido.

França.

Alemanha.

Japão.

Itália.

União Europeia.

Outros países fora do G7 também possuem iniciativas próprias.

A tendência é convergente.

Mas os prazos não são necessariamente idênticos.

“Antes que seja tarde” não significa “amanhã”

O título do alerta pode parecer dramático.

Mas existe uma lógica técnica por trás dele.

A migração provavelmente levará muitos anos.

A data em que computadores quânticos se tornarão criptograficamente relevantes permanece incerta.

Portanto, ninguém sabe exatamente quanto tempo resta.

É justamente essa combinação que cria o risco:

prazo tecnológico desconhecido + migração extremamente longa.

O chamado não diz que o “Q-Day” chegou

Existe até um nome informal utilizado para o momento em que computadores quânticos conseguirem quebrar sistemas criptográficos relevantes:

Q-Day.

O G7 não anunciou que esse dia chegou.

Também não estabeleceu uma data específica.

Previsões sobre quando computadores quânticos alcançarão essa capacidade variam amplamente.

A posição prudente é não tentar adivinhar o ano exato.

O risco pode chegar antes para alguns dados

A pergunta correta não é apenas:

“quando RSA será quebrado?”

Para uma empresa, a pergunta deve ser:

“por quanto tempo meus dados precisam permanecer secretos?”

Imagine uma informação que precisa permanecer confidencial durante 15 anos.

Se uma organização acredita que existe alguma possibilidade relevante de computadores quânticos quebrarem sua criptografia dentro desse período, então o risco já começa hoje.

Porque alguém pode roubar o dado agora e esperar.

Brasil também precisa entrar nessa discussão

Embora o alerta venha do G7, empresas brasileiras não estão isoladas.

O Brasil possui:

bancos globais;

fintechs;

operadoras;

provedores de internet;

data centers;

indústrias;

multinacionais;

empresas de tecnologia;

governo digital;

infraestrutura crítica;

e cadeias internacionais de fornecedores.

Muitas dessas organizações trocam informações com empresas dos países do G7.

Fornecedores brasileiros podem receber exigências primeiro

Uma empresa brasileira talvez não receba inicialmente uma ordem de uma autoridade estrangeira.

Mas pode receber algo mais imediato:

uma exigência do cliente.

Uma multinacional americana ou europeia pode começar a exigir de fornecedores:

inventário criptográfico;

roadmap PQC;

crypto-agility;

certificados compatíveis;

produtos quantum-safe;

ou prazos de migração.

Isso transforma criptografia pós-quântica em questão comercial.

O G7 fala explicitamente em competitividade

O novo chamado vai além da segurança.

O grupo alerta que organizações que atrasarem sua transição podem perder vantagem competitiva e até oportunidades de contratação, incluindo compras públicas.

Esse ponto merece atenção especial.

PQC pode deixar de ser apenas:

“um projeto do CISO”.

E virar:

requisito para fazer negócios.

Para empresas de tecnologia, a oportunidade também é enorme

Toda grande transição tecnológica cria mercado.

A migração pós-quântica deverá gerar demanda por:

consultoria;

inventário criptográfico;

HSMs;

certificados;

bibliotecas;

VPNs;

firewalls;

cloud;

identidade;

PKI;

software;

auditoria;

testes;

hardware;

treinamento;

e serviços especializados.

Empresas que começarem cedo podem transformar compliance em vantagem competitiva.

Cinco frentes são colocadas como prioridade

O chamado do G7 organiza a preparação em cinco grandes áreas:

conscientização sobre riscos quânticos;

estratégias nacionais de migração;

pesquisa e desenvolvimento;

parcerias público-privadas;

e integração de PQC aos requisitos de cibersegurança.

O objetivo é evitar uma corrida caótica quando a ameaça se tornar mais próxima.

A pergunta para o CISO mudou

Durante anos, a computação quântica podia ser tratada como assunto de laboratório.

Agora, a pergunta para responsáveis por segurança começa a ser diferente.

Não:

“temos um computador quântico?”

Mas:

“sabemos onde nossa empresa utiliza criptografia que um computador quântico poderá quebrar?”

Se a resposta for não, existe trabalho para começar imediatamente.

O primeiro passo não é substituir tudo

É mapear.

Uma empresa pode iniciar a preparação criando um grupo multidisciplinar envolvendo:

segurança;

infraestrutura;

arquitetura;

desenvolvimento;

DevOps;

compras;

gestão de fornecedores;

risco;

compliance;

e liderança.

Depois precisa identificar onde está sua criptografia.

O segundo passo é descobrir o que realmente importa

Nem todo dado possui o mesmo valor.

Uma senha temporária pode perder relevância rapidamente.

Um segredo industrial pode continuar valioso durante décadas.

Um certificado pode expirar em meses.

Um dispositivo industrial pode permanecer funcionando por 20 anos.

A migração precisa considerar essas diferenças.

O terceiro passo é pressionar fornecedores

Perguntas que começarão a aparecer cada vez mais nos processos de compra:

Seu produto suporta PQC?

Qual algoritmo?

Qual implementação?

Existe roadmap?

Qual versão?

Quando estará disponível?

O produto é crypto-agile?

Será necessária troca de hardware?

Existe modo híbrido?

Quais certificados são suportados?

Essas perguntas podem determinar quais fornecedores continuarão competitivos.

A revolução quântica ainda não chegou — mas a migração já começou

Esse é o principal significado do alerta do G7.

Computadores quânticos ainda não destruíram a criptografia da internet.

Não existe motivo para pânico.

Mas também não existe justificativa para esperar passivamente.

Pela primeira vez, organizações possuem padrões pós-quânticos maduros o suficiente para iniciar planejamento concreto enquanto governos começam a estruturar cronogramas.

O desafio não é trocar um algoritmo.

É substituir uma fundação invisível presente em praticamente toda a economia digital.

E isso leva tempo.

Muito tempo.

Por isso, o alerta internacional parece contraditório apenas à primeira vista:

a ameaça quântica ainda está no futuro, mas o prazo para se preparar para ela já começou.

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