
A Oura, fabricante do popular anel inteligente voltado ao monitoramento de saúde e sono, estaria se preparando para realizar sua oferta pública inicial de ações (IPO) já em setembro. A operação pode avaliar a companhia em mais de US$ 16 bilhões.
Segundo informações divulgadas pelo TechCrunch com base em reportagem da Bloomberg, a empresa estuda levantar até US$ 3 bilhões no mercado americano. Parte relevante das ações oferecidas deverá vir de investidores atuais interessados em vender suas participações.
Avaliação pode saltar mais de 46%
Se alcançar os US$ 16 bilhões, a Oura registrará uma valorização expressiva em menos de um ano.
Em setembro de 2025, a empresa recebeu uma avaliação de aproximadamente US$ 10,9 bilhões durante uma rodada Série E de US$ 875 milhões, que contou com investidores como Fidelity, ICONIQ, Whale Rock e Atreides.
A Oura já havia dado um passo formal em direção à bolsa em maio, quando apresentou confidencialmente à SEC dos Estados Unidos a documentação para uma futura abertura de capital.
Anel inteligente ganhou mercado
Fundada em 2015, a companhia conseguiu transformar os smart rings em uma categoria relevante no segmento de dispositivos vestíveis.
O Oura Ring acompanha indicadores relacionados a sono, atividade física e recuperação do organismo. Até a rodada realizada em 2025, a empresa informava ter vendido 5,5 milhões de anéis, contra 2,5 milhões divulgados no ano anterior.
O crescimento, porém, atraiu concorrentes importantes. A Samsung entrou diretamente no segmento com o Galaxy Ring, enquanto empresas como Whoop disputam consumidores interessados em acompanhamento contínuo de saúde e desempenho.
IPO ainda depende do mercado
Apesar dos preparativos, a estreia em setembro não está garantida. O cronograma e a avaliação final dependerão das condições do mercado financeiro e da demanda dos investidores.
Caso avance acima de US$ 16 bilhões, o IPO será um importante teste para o mercado de wearables. Mais do que vender um dispositivo, empresas como a Oura estão construindo negócios baseados na combinação de hardware, assinaturas, dados de saúde e inteligência artificial.



