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Hackers comprometem script da Adform para substituir carteiras de criptomoedas em sites de clientes

Ataque à cadeia de suprimentos inseriu código malicioso em script da plataforma de publicidade para redirecionar pagamentos em criptomoedas

A plataforma de publicidade digital Adform confirmou que um de seus scripts JavaScript foi comprometido por hackers em um ataque à cadeia de suprimentos (supply chain attack). O código malicioso foi utilizado para substituir endereços de carteiras de criptomoedas exibidos em sites de clientes, redirecionando pagamentos para carteiras controladas pelos criminosos.

Segundo a empresa, o incidente afetou um script hospedado em sua infraestrutura e distribuído para páginas de parceiros que utilizavam a plataforma. Quando um visitante acessava um site comprometido e copiava um endereço de carteira para realizar uma transferência em criptomoedas, o malware substituía silenciosamente o endereço original pelo dos atacantes.

Esse tipo de ataque é conhecido como clipboard hijacking ou wallet swapping, uma técnica amplamente utilizada por criminosos para desviar pagamentos em ativos digitais. Como as transações em blockchain são irreversíveis, valores enviados para a carteira errada dificilmente podem ser recuperados.

Após identificar a atividade maliciosa, a Adform removeu imediatamente o código comprometido, iniciou uma investigação interna e implementou medidas adicionais de segurança para evitar novos incidentes. A empresa também notificou clientes potencialmente afetados e recomendou a revisão dos sites que utilizavam o script durante o período do ataque.

Especialistas alertam que ataques à cadeia de suprimentos representam uma das maiores ameaças atuais à segurança digital. Ao comprometer um único fornecedor de software ou serviço, criminosos conseguem distribuir código malicioso para centenas ou milhares de organizações simultaneamente.

Como medida preventiva, profissionais de segurança recomendam utilizar mecanismos como Subresource Integrity (SRI), monitoramento contínuo de scripts de terceiros, políticas rígidas de segurança de conteúdo (CSP) e verificação manual dos endereços de carteiras antes da realização de qualquer transferência de criptomoedas.

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