
A demanda global por memórias DRAM deverá crescer 36% em 2027, enquanto a capacidade de oferta aumentará apenas 19%, segundo projeções do banco UBS. O cenário indica um possível desequilíbrio entre produção e consumo, impulsionado principalmente pela expansão dos data centers e pelo avanço da inteligência artificial.
De acordo com a análise, a crescente necessidade de memória para servidores de IA continuará pressionando a cadeia global de semicondutores. Modelos de inteligência artificial generativa exigem volumes cada vez maiores de DRAM de alto desempenho, elevando o consumo por servidor e reduzindo a disponibilidade para outros segmentos do mercado.
O relatório destaca que o setor já vive um período de forte expansão. As vendas globais de memórias atingiram o recorde de US$ 74,6 bilhões, refletindo a recuperação dos preços e a demanda aquecida por chips voltados a aplicações de inteligência artificial, computação em nuvem e infraestrutura para grandes modelos de linguagem.
Segundo o UBS, fabricantes como Samsung Electronics, SK hynix e Micron deverão continuar priorizando a produção de memórias de alta largura de banda (HBM) e DRAM premium, utilizadas em aceleradores de IA da NVIDIA, AMD e outras empresas do setor.
Especialistas avaliam que a limitação da oferta poderá manter os preços elevados pelos próximos anos, afetando fabricantes de computadores, smartphones e outros dispositivos eletrônicos que dependem desses componentes. Empresas de tecnologia já vêm ajustando seus investimentos e estratégias de compra para minimizar impactos da escassez.
A expectativa do mercado é que o crescimento acelerado da inteligência artificial continue sendo o principal motor da indústria de semicondutores, consolidando a DRAM como um dos componentes mais estratégicos da infraestrutura digital global.



