
O Brasil e a Coreia do Sul assinaram um acordo de cooperação para ampliar a colaboração no desenvolvimento da cadeia de minerais críticos, considerados essenciais para setores como baterias, veículos elétricos, semicondutores, energias renováveis e tecnologias de defesa. A iniciativa busca aproximar governos, empresas e centros de pesquisa dos dois países em projetos de exploração, beneficiamento e inovação tecnológica.
O memorando foi firmado durante reuniões bilaterais entre autoridades brasileiras e sul-coreanas e prevê o intercâmbio de informações técnicas, incentivo a investimentos e desenvolvimento de projetos conjuntos voltados à cadeia de suprimentos de minerais estratégicos. Entre os recursos considerados prioritários estão lítio, níquel, grafite, cobalto e terras raras, fundamentais para a fabricação de baterias, equipamentos eletrônicos e sistemas de inteligência artificial.
A Coreia do Sul é uma das maiores fabricantes mundiais de baterias e componentes eletrônicos, abrigando empresas como Samsung, LG Energy Solution e SK On. Já o Brasil possui algumas das maiores reservas minerais do planeta, o que coloca o país em posição estratégica para atender à crescente demanda global por matérias-primas utilizadas na transição energética.
Segundo os governos, o acordo pretende incentivar não apenas a extração mineral, mas também a agregação de valor por meio do processamento local, da pesquisa científica e do desenvolvimento de tecnologias relacionadas ao refino e à reciclagem desses materiais. A intenção é fortalecer cadeias produtivas mais resilientes e reduzir a dependência de fornecedores concentrados em poucos mercados internacionais.
A cooperação ocorre em um momento de intensa disputa global por minerais críticos. O avanço da eletrificação dos transportes, da inteligência artificial e da produção de semicondutores elevou significativamente a demanda por esses insumos, levando diversos países a buscar novos parceiros estratégicos para garantir segurança no abastecimento.
Para o Brasil, a parceria pode atrair investimentos, ampliar a participação nacional nas cadeias globais de tecnologia e estimular a industrialização do setor mineral. Já para a Coreia do Sul, o acordo representa uma oportunidade de diversificar suas fontes de fornecimento de matérias-primas estratégicas, reduzindo riscos geopolíticos e fortalecendo sua indústria de alta tecnologia.



