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Ericsson vê Brasil pronto para acelerar o 5G Standalone, mas monetização ainda é desafio

Empresa afirma que o país reúne condições para ampliar a adoção do 5G Standalone, porém operadoras ainda buscam modelos de negócio para rentabilizar os investimentos.

A Ericsson avalia que o Brasil já possui condições técnicas e regulatórias para acelerar a implantação do 5G Standalone (5G SA), tecnologia considerada a evolução completa das redes móveis de quinta geração. Apesar do avanço da infraestrutura, a principal preocupação do setor passou a ser a monetização dos investimentos realizados pelas operadoras.

Segundo executivos da companhia, o país reúne fatores favoráveis para a expansão do 5G SA, incluindo disponibilidade de espectro, avanço da infraestrutura de telecomunicações e interesse crescente de empresas em aplicações digitais. No entanto, transformar essas capacidades em novas fontes de receita ainda representa um desafio para o mercado.

O 5G Standalone utiliza uma arquitetura totalmente dedicada à quinta geração, sem depender da infraestrutura do 4G. Isso permite explorar recursos avançados, como menor latência, maior capacidade de conexão simultânea e segmentação de redes (network slicing), ampliando as possibilidades para aplicações corporativas e industriais.

A Ericsson destaca que o Brasil está entre os mercados mais avançados da América Latina na implementação do 5G. A expansão das redes nas principais cidades e o avanço das obrigações previstas no leilão do espectro criaram uma base importante para a próxima etapa da tecnologia.

Apesar disso, as operadoras ainda enfrentam dificuldades para gerar receitas adicionais diretamente associadas ao 5G. Atualmente, grande parte dos usuários utiliza a nova tecnologia nos mesmos planos móveis já existentes, o que limita o retorno financeiro dos investimentos em infraestrutura.

Segundo a empresa, as oportunidades de monetização devem surgir principalmente no mercado corporativo. Setores como indústria, agronegócio, logística, mineração, saúde e cidades inteligentes aparecem como potenciais consumidores de soluções baseadas em redes privadas, automação e conectividade avançada.

A Ericsson também aponta que recursos como o network slicing poderão permitir que operadoras ofereçam serviços personalizados para diferentes segmentos, garantindo níveis específicos de desempenho, segurança e disponibilidade conforme a necessidade de cada aplicação.

Outro ponto destacado é a evolução do ecossistema de dispositivos. A ampliação da oferta de smartphones e equipamentos compatíveis com o 5G Standalone tende a acelerar a adoção da tecnologia nos próximos anos.

Especialistas do setor avaliam que o desafio atual das operadoras deixou de ser apenas construir a infraestrutura e passou a envolver a criação de novos modelos de negócios. O sucesso do 5G dependerá da capacidade de desenvolver serviços capazes de gerar receitas além da conectividade tradicional.

A Ericsson acredita que o Brasil possui potencial para se tornar um dos principais mercados de 5G da América Latina, mas ressalta que a próxima fase da tecnologia exigirá inovação comercial, parcerias com a indústria e desenvolvimento de aplicações que aproveitem todo o potencial das redes de nova geração.

Com a expansão do 5G Standalone, o setor de telecomunicações entra em uma nova etapa, na qual a monetização dos serviços e a criação de soluções empresariais podem se tornar tão importantes quanto a própria cobertura das redes móveis.

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