
A Oi informou ao mercado a renúncia de três integrantes de seu Conselho Fiscal, movimento que obrigará a companhia a convocar uma nova Assembleia Geral para recompor o colegiado. As saídas ocorrem em um momento delicado da operadora, que continua enfrentando desafios relacionados à recuperação judicial e à reestruturação de seus ativos.
Entre os desligamentos está Fernando Dal-Ri Murcia, que deixou os cargos de membro titular e presidente do Conselho Fiscal. Também renunciaram Gustavo Santos Raposo, membro titular, e Marco Antonio Mayer Foletto, suplente do colegiado. Segundo a companhia, as renúncias ocorreram por motivos pessoais.
A saída dos conselheiros acontece poucos dias após a Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária marcada para 12 de junho não ser instalada por falta do quórum mínimo exigido. Na ocasião, os acionistas deveriam analisar as demonstrações financeiras da companhia referentes a 2025 e votar propostas da administração, incluindo o grupamento de ações na proporção de 25 para 1.
Com a vacância aberta no Conselho Fiscal, o suplente Wiliam da Cruz Leal assumirá uma das posições disponíveis. A escolha do novo presidente do órgão ficará a cargo dos conselheiros remanescentes, enquanto a empresa prepara uma nova assembleia para eleger os integrantes do colegiado para um novo mandato.
As mudanças na governança acontecem em um período de forte pressão sobre a operadora. Recentemente, o leilão da unidade Oi Soluções terminou sem propostas, apesar do interesse inicial de empresas do setor. O ativo, avaliado em R$ 1,4 bilhão, é considerado estratégico dentro do plano de recuperação da companhia.
A Oi também enfrenta divergências entre acionistas em relação às contas da administração e às medidas de reorganização societária. Parte dos investidores manifestou posição contrária a algumas propostas apresentadas pela empresa, ampliando as discussões sobre o futuro da operadora.
O Conselho Fiscal desempenha papel importante na supervisão das demonstrações financeiras, na fiscalização da administração e no acompanhamento da governança corporativa. Em empresas que passam por processos de recuperação judicial, a atuação do órgão ganha ainda mais relevância diante das decisões estratégicas e financeiras em curso.
A Oi afirmou que as renúncias não estão relacionadas aos processos judiciais ou às negociações envolvendo seus ativos. A companhia agradeceu aos ex-conselheiros pelos serviços prestados e informou que adotará as medidas necessárias para recompor o colegiado.
A nova assembleia deverá definir a futura composição do Conselho Fiscal em um momento decisivo para a operadora, que busca avançar em seu processo de reestruturação e na reorganização de sua governança corporativa.



