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CEO da Coupang renuncia após megavazamento de dados que afetou 34 milhões na Coreia do Sul

Ataque cibernético expôs informações pessoais de mais da metade da população e revela falhas graves de segurança na gigante do e-commerce.

O presidente-executivo da Coupang, Park Dae-jun, renunciou ao cargo após um dos maiores vazamentos de dados da história da Coreia do Sul, que expôs informações pessoais de mais da metade da população do país. Em comunicado oficial, Park pediu desculpas pelo incidente e afirmou sentir “um profundo senso de responsabilidade pelo ocorrido e pelo processo de recuperação”.

Para liderar a empresa durante a crise, a Coupang nomeou Harold Rogers, principal executivo jurídico da controladora norte-americana. A mudança no comando ocorre em meio a críticas severas e questionamentos sobre possíveis falhas de segurança que teriam permitido que hackers acessassem dados de cerca de 34 milhões de pessoas.

No anúncio inicial, feito no mês passado, a Coupang havia informado que pouco mais de 4.500 clientes tinham sido afetados. Entretanto, após uma investigação interna mais detalhada, o número foi drasticamente revisado, revelando a verdadeira escala do ataque. Segundo a empresa, a invasão teria começado em junho, mas só foi detectada em novembro, deixando um intervalo de cinco meses sem identificação do incidente — fator que abalou a confiança pública na capacidade de monitoramento e proteção de dados da companhia.

Frequentemente comparada à Amazon devido à sua dominância no e-commerce e na logística sul-coreana, a Coupang enfrenta agora não apenas investigações de autoridades, mas também pressão crescente de consumidores e acionistas. O megavazamento se soma a uma série de incidentes de cibersegurança que marcaram o país neste ano, incluindo um incêndio em um datacenter que causou perda irreversível de dados do governo sul-coreano.

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