
Uma campanha de ataques cibernéticos comprometeu 953 lojas virtuais utilizando técnicas desenvolvidas para dificultar a identificação de códigos maliciosos por ferramentas de segurança.
O caso chama atenção para a capacidade dos criminosos de ocultar ameaças em páginas de comércio eletrônico, permitindo que atividades suspeitas permaneçam despercebidas durante verificações automatizadas.
A presença de códigos maliciosos em lojas virtuais pode colocar em risco dados de clientes, especialmente quando os ataques atingem páginas de pagamento ou formulários utilizados para inserir informações pessoais.
A investigação identificou que a campanha está ativa desde julho de 2025 e atinge principalmente lojas que utilizam a plataforma Magento. Os invasores inserem códigos JavaScript que diferenciam consumidores reais de ferramentas automatizadas de segurança.
Quando um scanner acessa a página, o sistema evita entregar o conteúdo malicioso. Já visitantes comuns podem receber scripts controlados pelos criminosos.
Os pesquisadores também encontraram indícios de exploração das vulnerabilidades PolyShell e SessionReaper, além de contas administrativas criadas sem autorização.
A finalidade exata do código executado na etapa final ainda não foi determinada. Por isso, não há confirmação de que os ataques tenham resultado no roubo de dados de pagamento.



