
Um grupo de hackers associado à Rússia foi identificado em uma campanha de ciberespionagem contra organizações de dois países integrantes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Entre os alvos estão um estaleiro naval, uma fabricante de motores para aeronaves militares e uma agência de segurança pública.
A operação, identificada como Swallowtail, foi atribuída ao grupo APT28, também conhecido como Fancy Bear. Os criminosos utilizaram o backdoor HOOKEDGE e ferramentas capazes de executar códigos maliciosos diretamente na memória dos computadores.
Um dos ataques ocorreu no final de julho de 2026. Durante aproximadamente uma semana, os invasores acessaram repetidamente um equipamento comprometido no estaleiro naval, executando comandos e buscando informações de autenticação.
Para manter o acesso à rede, os hackers criaram conexões persistentes utilizando túneis SSH. Também empregaram scripts PowerShell para capturar dados de autenticação do Windows.
A campanha apresentou uma evolução no funcionamento do HOOKEDGE, malware utilizado para controlar equipamentos infectados e transmitir informações aos operadores. As novas variantes passaram a utilizar comunicação direta com servidores externos.
A investigação também identificou um carregador de malware até então desconhecido, capaz de descriptografar e executar componentes maliciosos na memória. Essa técnica pode dificultar a identificação de ameaças por ferramentas tradicionais de segurança.
O episódio ocorre em meio ao crescimento das operações de espionagem digital direcionadas a governos, empresas de defesa e infraestruturas estratégicas.
Outras investigações recentes também apontam ataques contra organizações ucranianas, incluindo tentativas de comprometer dispositivos móveis de militares e funcionários públicos.
A campanha reforça os riscos enfrentados por instituições que trabalham com informações sensíveis e demonstra como ataques cibernéticos passaram a integrar disputas geopolíticas e operações de inteligência.



