
Pesquisadores de segurança desenvolveram uma técnica chamada DDRop, capaz de comprometer mecanismos de proteção utilizados em ambientes de computação confidencial da Intel e da AMD. O ataque utiliza uma placa de aproximadamente US$ 200 para interferir na comunicação com a memória dos computadores.
A computação confidencial foi criada para proteger informações sensíveis durante o processamento, inclusive em ambientes de nuvem. A tecnologia utiliza áreas isoladas de execução para impedir que outros componentes do sistema acessem determinados dados.
O DDRop explora uma fragilidade relacionada à memória DDR. Por meio de manipulações físicas nos sinais de comunicação, os pesquisadores demonstraram que é possível provocar alterações capazes de comprometer garantias de segurança desses ambientes.
A descoberta chama atenção pelo custo relativamente baixo do equipamento utilizado. Entretanto, o ataque exige condições específicas de acesso físico ao hardware, não representando uma invasão remota que possa ser executada indiscriminadamente pela internet.
O estudo evidencia que mecanismos de proteção implementados nos processadores também dependem da integridade dos componentes físicos e dos canais de comunicação com a memória.
A pesquisa reforça a necessidade de avaliar a segurança de sistemas confidenciais considerando não apenas o software e o processador, mas toda a infraestrutura de hardware envolvida no processamento de dados.



