
O Brasil registrou um aumento de 67% nos casos de bullying e cyberbullying em 2025, segundo dados divulgados pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública. O levantamento mostra que as ocorrências envolvendo violência física, psicológica e digital cresceram significativamente em comparação com o ano anterior, reforçando o alerta sobre os impactos das redes sociais na vida de crianças e adolescentes. (Olhar Digital)
De acordo com o estudo, foram contabilizados mais de 11 mil registros relacionados a bullying e cyberbullying ao longo de 2025. O crescimento é atribuído tanto ao aumento das denúncias quanto à maior conscientização da população sobre a importância de registrar esse tipo de violência, que passou a receber atenção especial após mudanças na legislação brasileira.
O cyberbullying, caracterizado pela prática de intimidação, humilhação ou perseguição por meio da internet, tornou-se uma das principais preocupações de especialistas. Redes sociais, aplicativos de mensagens e plataformas de jogos online figuram entre os ambientes mais utilizados para ataques, divulgação de conteúdos ofensivos e exposição de vítimas.
Especialistas destacam que o ambiente digital amplia o alcance desse tipo de violência. Diferentemente do bullying presencial, as agressões podem permanecer disponíveis por tempo indeterminado, ser compartilhadas rapidamente e atingir um número muito maior de pessoas, potencializando os impactos emocionais sobre as vítimas.
Entre as consequências mais comuns estão ansiedade, depressão, isolamento social, queda no rendimento escolar e, em casos mais graves, pensamentos suicidas. Por isso, psicólogos e educadores reforçam a importância da participação ativa de pais, responsáveis e escolas na identificação precoce de mudanças de comportamento.
Nos últimos anos, o Brasil também endureceu a legislação relacionada ao tema. A prática de bullying e cyberbullying passou a contar com previsão específica no Código Penal, permitindo responsabilização criminal dos autores quando configurados os requisitos legais. Além disso, instituições de ensino são incentivadas a adotar programas permanentes de prevenção e conscientização.
Especialistas em segurança digital recomendam que vítimas preservem provas, como capturas de tela e mensagens, denunciem conteúdos ofensivos às plataformas e procurem apoio da escola e das autoridades competentes. Também é importante orientar crianças e adolescentes sobre privacidade, uso responsável das redes sociais e os riscos de compartilhar informações pessoais.
O crescimento de 67% nos registros demonstra que o combate ao bullying e ao cyberbullying continua sendo um desafio para famílias, escolas, empresas de tecnologia e órgãos públicos. A combinação entre educação digital, canais de denúncia e políticas de prevenção é apontada como um dos principais caminhos para reduzir esse tipo de violência e tornar o ambiente online mais seguro.



