
A Amazon realizou uma nova rodada de demissões que atingiu parte da equipe responsável pelo desenvolvimento da Inteligência Artificial Geral (AGI). A empresa confirmou os desligamentos, mas não informou quantos funcionários foram afetados. Segundo a companhia, a medida faz parte de uma reorganização interna para concentrar recursos nas iniciativas de IA consideradas mais estratégicas para os clientes.
Em comunicado, a Amazon afirmou que trabalha há anos no desenvolvimento de grandes modelos de inteligência artificial e que essa continua sendo uma das principais prioridades da empresa. No entanto, o ritmo acelerado da corrida pela IA exige decisões difíceis, incluindo a eliminação de algumas funções para direcionar investimentos a projetos com maior potencial de impacto.
Os cortes fazem parte de uma série de mudanças na divisão de AGI. Nos últimos meses, executivos importantes deixaram o setor, entre eles Rohit Prasad, ex-supervisor de projetos de IA geral, e David Luan, que liderava o laboratório dedicado ao desenvolvimento dessa tecnologia. Atualmente, a área está sob comando do vice-presidente sênior Peter DeSantis, que também supervisiona equipes de chips para IA e iniciativas de computação quântica.
Publicações feitas por profissionais no LinkedIn indicam que as demissões atingiram equipes responsáveis pela personalização de modelos, pós-treinamento e outras frentes ligadas ao desenvolvimento da AGI. A empresa, porém, não confirmou oficialmente quais departamentos foram impactados.
A nova rodada ocorre poucos meses após a ampla reestruturação anunciada pela Amazon em janeiro de 2026, quando cerca de 16 mil funcionários corporativos foram desligados. Na época, o CEO Andy Jassy justificou a medida como parte da estratégia para simplificar a estrutura da companhia e ampliar os investimentos em inteligência artificial.
Apesar das reduções de pessoal, a Amazon reforçou que continua investindo fortemente em IA. A empresa segue expandindo a família de modelos Nova, os serviços de inteligência artificial generativa da Amazon Web Services (AWS) e a incorporação de recursos inteligentes em produtos de varejo e dispositivos da marca.
O movimento acompanha uma tendência observada em outras gigantes da tecnologia, que vêm reorganizando suas equipes enquanto aumentam os investimentos em infraestrutura e desenvolvimento de inteligência artificial. A estratégia busca concentrar recursos em projetos considerados essenciais para manter a competitividade em um mercado cada vez mais disputado.



