
O Banco Central (BC) publicou novas diretrizes para o funcionamento das instituições credenciadas como dealers do mercado aberto, responsáveis por intermediar operações de compra e venda de títulos públicos utilizadas na execução da política monetária. As mudanças atualizam os critérios de credenciamento, avaliação de desempenho e permanência dessas instituições no sistema.
Os dealers são bancos e corretoras selecionados para atuar diretamente nas operações realizadas pelo Banco Central, como compra e venda de títulos públicos federais no mercado aberto. Essas operações são um dos principais instrumentos utilizados pela autoridade monetária para controlar a liquidez da economia e influenciar a taxa básica de juros (Selic).
Com as novas diretrizes, o BC passa a adotar critérios mais detalhados para acompanhar o desempenho das instituições credenciadas. Entre os fatores considerados estão a participação nas operações do mercado aberto, a capacidade operacional, a qualidade da atuação no mercado secundário de títulos públicos e o cumprimento das exigências regulatórias.
As instituições continuarão sendo avaliadas periodicamente, podendo ser substituídas caso não atinjam os indicadores mínimos estabelecidos pelo Banco Central. O objetivo é manter um grupo de participantes capaz de garantir eficiência, liquidez e estabilidade nas operações de política monetária.
Segundo o Banco Central, a atualização das regras busca alinhar o sistema às transformações ocorridas no mercado financeiro, fortalecendo a transparência e a competitividade entre as instituições participantes. As mudanças também acompanham a evolução da infraestrutura do mercado de títulos públicos e das práticas de gestão de riscos.
Embora as alterações sejam voltadas ao mercado financeiro, seus efeitos podem alcançar toda a economia. Um sistema de dealers mais eficiente contribui para que o Banco Central execute a política monetária com maior precisão, favorecendo o funcionamento do mercado de títulos públicos e a transmissão das decisões sobre a taxa de juros para o restante do sistema financeiro.



