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IA agêntica acelera adoção de serviços gerenciados, aponta KPMG

Estudo da KPMG e da IDC mostra que empresas recorrem cada vez mais a serviços gerenciados para implementar inteligência artificial agêntica e acelerar a transformação digital.

A inteligência artificial agêntica está impulsionando uma nova fase da transformação digital nas empresas e ampliando a demanda por serviços gerenciados. Segundo o estudo Managed Services Outlook Survey 2026, realizado pela KPMG em parceria com a IDC, 91% dos executivos afirmam utilizar serviços gerenciados para viabilizar iniciativas de IA agêntica em suas organizações.

A pesquisa revela uma mudança importante no papel dos provedores de serviços gerenciados. Tradicionalmente associados à terceirização de infraestrutura e à redução de custos, esses fornecedores passam a atuar como parceiros estratégicos na implementação de inteligência artificial, automação e transformação digital.

O levantamento ouviu 1.224 executivos seniores de empresas com faturamento superior a US$ 100 milhões, distribuídas por 12 países e 11 setores econômicos. Entre os entrevistados, 87% afirmam que os serviços gerenciados precisam estar profundamente integrados às estratégias de transformação digital das empresas.

A pesquisa também mostra que 99% das organizações consideram os serviços gerenciados uma prioridade estratégica de investimento, evidenciando que o modelo deixou de ser visto apenas como uma ferramenta operacional para se tornar um elemento central das estratégias de inovação.

A chamada IA agêntica representa uma nova geração de sistemas de inteligência artificial capazes de executar tarefas de forma mais autônoma, tomar decisões, interagir com ferramentas digitais e realizar processos complexos com menor intervenção humana. Diferentemente dos chatbots tradicionais, esses agentes conseguem planejar ações, utilizar sistemas corporativos e adaptar seu comportamento de acordo com objetivos específicos.

De acordo com o estudo, 98% dos executivos consideram a implementação de IA uma competência crítica para os provedores de serviços gerenciados, enquanto quase 80% afirmam que a automação baseada em inteligência artificial já está amplamente integrada às estratégias de managed services.

Entre as áreas mais demandadas pelas empresas estão análise de dados, automação de processos, segurança cibernética, inteligência contra ameaças, modernização de aplicações em nuvem e monitoramento contínuo de ambientes tecnológicos. A gestão de IA aparece como a principal área de adoção dos serviços gerenciados, citada por 40% dos entrevistados. Infraestrutura de TI e cibersegurança aparecem logo em seguida.

A KPMG destaca que o valor da inteligência artificial não está apenas na automação de tarefas isoladas, mas na integração da tecnologia em diferentes áreas do negócio. A consultoria chama esse conceito de “Valor Total”, no qual experiência do cliente, desempenho operacional e inteligência de dados trabalham de forma coordenada para gerar resultados mensuráveis.

Apesar do avanço da IA, os benefícios tradicionais dos serviços gerenciados continuam relevantes. Segundo o levantamento, 54% das empresas buscam redução de custos e aumento da eficiência operacional, enquanto 53% apontam o acesso a novas tecnologias como principal motivador. Além disso, mais de 90% afirmam que os serviços gerenciados atenderam ou superaram as expectativas relacionadas à eficiência e à redução de custos.

Nos próximos dois anos, a gestão de IA aparece como a principal prioridade de investimento para os executivos, à frente de áreas como infraestrutura, aplicações SaaS, compliance e cibersegurança. O cenário indica que a inteligência artificial deverá se consolidar como um dos principais motores da evolução dos serviços gerenciados no ambiente corporativo.

Para especialistas, a combinação entre IA agêntica e serviços gerenciados pode acelerar a adoção da inteligência artificial em empresas que ainda enfrentam dificuldades relacionadas à falta de profissionais especializados, integração tecnológica e governança. A tendência aponta para um futuro em que provedores de tecnologia terão papel cada vez mais estratégico na implementação e na operação de sistemas inteligentes dentro das organizações.

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