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Gramado Summit 2026 destaca protagonismo humano em meio ao avanço da inteligência artificial

Especialistas defendem autenticidade, criatividade e relações humanas como diferenciais diante da revolução tecnológica

A Gramado Summit 2026 colocou o ser humano no centro das discussões sobre inovação nesta edição. Com o manifesto “Make it Human”, o evento propôs uma mudança no debate sobre tecnologia e inteligência artificial, destacando a importância da autenticidade, da criatividade e das conexões humanas em um cenário cada vez mais automatizado.

Ao longo da programação, palestrantes discutiram como equilibrar a relação entre pessoas e tecnologia sem transformar a inovação em um processo puramente mecânico. Em vez de enxergar a inteligência artificial como substituta do ser humano, os especialistas defenderam a ideia de que a tecnologia deve potencializar capacidades humanas.

A professora e psicanalista Maria Homem afirmou que o avanço tecnológico torna ainda mais necessário refletir sobre a essência humana. Segundo ela, experiências físicas, emocionais e sociais continuam sendo indispensáveis para a vida em sociedade.

“Somos corpo, olhar, toque, emoção e relação. Não existe realização apenas em um ambiente dominado por conceitos e imagens produzidas por máquinas. O ser humano precisa de conexão, afeto e interação social”, destacou durante sua participação.

A especialista em ciência da felicidade Renata Rivetti abordou os impactos da hiperprodutividade no ambiente profissional e explicou como a inteligência artificial pode ajudar empresas a reduzir tarefas repetitivas e operacionais.

Para Rivetti, a tecnologia deve ser usada para liberar tempo e energia das pessoas, permitindo que profissionais foquem em criatividade, inovação e propósito. “Vivemos uma falsa sensação de produtividade. Trabalhamos muito, mas nem sempre entregamos algo realmente significativo. A IA pode ajudar justamente a eliminar atividades mecânicas e abrir espaço para trabalhos mais humanos e realizadores”, afirmou.

Luiza Helena Trajano destacou que nunca houve tanta valorização do fator humano no ambiente corporativo quanto atualmente. Segundo ela, o crescimento acelerado da inteligência artificial reforçou a necessidade de empresas desenvolverem relações mais humanas e empáticas.

“A inteligência artificial será um verdadeiro tsunami, e precisamos aprender a conviver com ela. Mas, ao mesmo tempo, vejo empresas falando mais sobre pessoas, emoções e humanidade. Isso é algo muito positivo”, comentou.

O fundador e CEO da Gramado Summit, Marcus Rossi, reforçou que autenticidade se tornou um diferencial competitivo em meio à padronização provocada pelas novas tecnologias.

Segundo Rossi, sentimentos humanos como medo, vulnerabilidade e incerteza são justamente elementos que tornam indivíduos únicos em uma era marcada pela automação. “Com tantas mudanças tecnológicas, o mundo começa a seguir padrões cada vez mais semelhantes. O diferencial humano está exatamente na autenticidade e na capacidade de criar conexões reais”, explicou.

A edição 2026 da Gramado Summit reúne mais de 500 empresas expositoras e centenas de palestrantes no Serra Park. Além das discussões sobre inteligência artificial, o evento também promove debates sobre empreendedorismo, transformação digital, saúde mental, produtividade e inovação corporativa.

O tema “Make it Human” se consolidou como uma das principais mensagens da feira neste ano, reforçando que o avanço tecnológico não elimina a importância das relações humanas, mas amplia a necessidade de criatividade, empatia e colaboração no futuro dos negócios.

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